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Cultura

joao gomes moreira

O conhecido etnógrafo e folclorista João Gomes Moreira, nascido a 22 de agosto de 1922, faleceu esta madrugada, aos 95 anos, em Santarém.

Ligado a inúmeros agrupamentos etnográficos da região, foi um dos fundadores da Feira do Ribatejo e do Festival de Folclore que durante vários anos se realizou em simultâneo com o certame. Era também membro de honra do Comité Internacional das Organizações de Festivais de Folclore e uma voz sempre ouvida como profundo conhecedor do tema.

Após concluir o liceu, em 1942, foi funcionário da Câmara de Santarém e esteve ligado ao Orfeão Scalabitano (atual Circulo Cultural Scalabitano). Escreveu inúmeros artigos em jornais e revistas e fez parte da equipa da já extinta Rádio Ribatejo.

Do seu percurso profissional fazem também parte passagens pela Sub-Delegação de Saúde de Santarém e pela Biblioteca Braamcamp Freire, onde esteve no atendimento ao público, um dos trabalhos que, confessou recentemente, foi dos que mais gostou de fazer.

Em Novembro de 1962, foi trabalhar para Lisboa numa empresa de produtos farmacêuticos, uma mudança justificada pelo facto de ter ido ganhar o dobro do que ganhava na Câmara de Santarém.

Mas, apesar da mudança de ramo, nunca deixou de estar ligado à cultura, o que lhe valeu distinções como a Medalha de Mérito Agrícola, concedida pelo Governo; a Medalha de Prata da Câmara Municipal de Santarém; e a Medalha de Bons Serviços, Classe Ouro, da Câmara da Azambuja, entre outras. Foi também agraciado com várias distinções de sócio de honra de inúmeras instituições.

"Cheguei à conclusão de que valeu a pena trabalhar por Santarém, cidade que nada me deve e de que me orgulho de ser a minha terra, porque nela nasci em 22 de Agosto de 1922, bem no centro histórico", escreveu recentemente no seu perfil auto-biográfico "Um percurso de vida - Referências ao meu passado".

Até ao momento não são conhecidos mais pormenores sobre as exéquias funerárias de João Moreira.

mercado natal chamusca

A Câmara da Chamusca realiza, entre os dias 14 e 17 de dezembro, a nona edição do Mercado de Natal, uma iniciativa que conta com o apoio e participação de várias entidades locais e que se realiza no Jardim Joaquim Maria Cabeça, que será parcialmente cobertopara o evento.

A data foi escolhida em função do final de período letivo, dá-se assim oportunidade às escolas e jardins de infância do concelho e dos concelhos vizinhos, de programarem visitas ao mercado.

Mas o Mercado de Natal não é só pensado para as crianças e para as escolas. A programação oferece à população em geral vários eventos que interessam a todas as idades. São disso exemplo as atividades de cariz mais dinâmico que apelam à participação dos visitantes, como as oficinas e os apontamentos de teatro, música e dança.

O artesanato é uma constante todos os anos e este ano, não é exceção. Com efeito, com cerca de 20 participantes, o Mercado de Natal conta com uma mostra-venda de artigos artesanais que podem resultar na prenda perfeita.

Conheça o programa completo AQUI.

centro doc falcoaria

A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos inaugurou no dia 1 de dezembro o Centro de Documentação “Joaquim da Silva Correia e Natália Correia Guedes", uma iniciativa que assinalou o primeiro aniversário do Reconhecimento pela UNESCO da prática da Falcoaria em Portugal como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Nesta candidatura, a autarquia assumiu a criação de um Centro de Documentação com o objetivo de investigar, adquirir e disponibilizar informação sobre a prática da Falcoaria e, ao mesmo tempo, promover e divulgar a Falcoaria Real de Salvaterra de Magos, mantendo atualizadas e disponíveis ao público as coleções que o venham a constituir.

O novo espaço é composto por uma biblioteca, um arquivo e uma sala de leitura. No mesmo local funciona também a sede da Associação Portuguesa de Falcoaria e o Espaço Cátedra UNESCO.

"[É um espaço para] todos aqueles que queiram estudar a arte da Falcoaria e a história do Concelho de Salvaterra de Magos”, resumiu o presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, Hélder Manuel Esménio, enquanto o presidente da Associação Portuguesa de Falcoaria, Pedro Afonso, considerou que esta obra "é um passo gigante", que coloca o município "na linha da frente do que de melhor se faz no mundo", sendo "uma semente para o conhecimento, académico e não académico, sobre Falcoaria”.

Natália Correia Guedes, doutorada em Museologia, desempenhou vários cargos públicos, designadamente o de sub-secretária de Estado da Cultura entre 1990 e 1991, quando se realizou a compra do Edifício da Falcoaria Real por parte da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos ao Conde Monte Real. 

Fundadora e Presidente da Associação Portuguesa de Falcoaria é descendente dos falcoeiros holandeses que se fixaram em Salvaterra de Magos no século XVIII, ao serviço da coroa portuguesa.

Joaquim da Silva Correia, pai de Natália Correia Guedes, dedicou muito do seu tempo à pesquisa sobre a história de Salvaterra de Magos e sobretudo ao estudo da falcoaria, do edifício da Falcoaria Real e à descendência da sua esposa aos falcoeiros holandeses de Walkenswaard.

O estudo e pesquisa de Joaquim da Silva Correia e Natália Correia Guedes deram origem à publicação de um livro em 1989 “O Paço Real de Salvaterra de Magos”, sendo até então uma das obras mais completas sobre a história da nossa vila.

A doação de Natália Correia Guedes foi o primeiro acervo documental recebido pela Falcoaria Real e bastante impulsionador para a constituição deste centro de documentação.

Futebol: Jogo Coruchense x Mondenense | Fotos: João Dinis